A ex-prefeita de São Paulo e atual deputada federal (PSOL-SP) Luiza Erundina encontrou um modo original de driblar o artigo 46 da Lei das Eleições, aprovado em 2015 por inspiração do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha que só dá acesso a debates no rádio e na TV a candidatos de partidos com mais de oito deputados federais.
Com seis deputados, seu partido espera resposta da ministra do TSE Rosa Weber ao seu pedido de derrubar a lei, consciente de que tem pequenas chances de ser atendido. Também foi frustrada a tentativa de assegurar a participação por meio de convite de 2/3 dos adversários, opção permitida pelo artigo, que optaram por deixá-la de fora.
Ela, no entanto, como é de seu feitio desde 1988, quando foi candidata pelo PT, contrariando a preferência do diretório municipal, então presidido pelo hoje presidente nacional, Rui Falcão, e foi eleita virando o resultado, então favorável ao seu oponente, Paulo Maluf, na véspera não fugiu à luta.
Promete colocar em prática, já no primeiro debate, marcado para o próximo dia 22, na TV Bandeirantes, uma estratégia que promete chamar muita atenção. Vai convocar a militância para a porta da emissora, onde fará um comício à moda antiga, com toda a energia dos seus 82 anos e uma potente aparelhagem de som com potencial para se fazer ouvida por toda a vizinhança do bairro do Morumbi, endereço da emissora.
Também faz parte da estratégia exigir que os organizadores do debate coloquem no cenário uma cadeira vazia com seu nome, uma forma de informar a população de sua candidatura.
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