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Por Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia Designada como armamento “não letal”, a bala de borracha segue destruindo vidas, mundo afora, dentro de uma política de mutilação cruel e deliberada, quase sempre, contra opositores de governos protofascistas. 

Tem sido assim no Chile, onde mais de 200 pessoas ficaram total ou parcialmente cegas, tem sido assim no Brasil, notadamente em São Paulo e Rio de Janeiro, onde João Doria e Wilson Witzel, cada um à sua maneira, ativaram tropas de psicopatas dentro da Polícia Militar. 

A PM de São Paulo já matou quase seiscentas pessoas em 2019. A do Rio, caminha para mil. São recordes mundiais de violência e assassinatos de cidadãos e cidadãs cujo crime essencial foi o de terem nascidos pobres e pretos.

A chacina de Paraisópolis, inicialmente comemorada por Doria como uma ação policial bem sucedida, desnudou-se em vídeos chocantes.

Agora, diante da repercussão negativa da barbárie da tropa comandada por ele, avisa que pretender rever os protocolos da PM paulista.

Trata-se de uma declaração de fachada de um político cínico e sem nenhum compromisso com a população sob sua responsabilidade.

Doria é uma bala de borracha nos olhos do País.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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