Opinião

Renan: ‘Caminhamos para um limite perigoso’

Dentro de duas semanas a Comissão de Constituição e Justiça apreciará a proposta de abuso de autoridade, que deixou de ser votada no ano passado, após a tentativa do STF de afastar Renan Calheiros, que era seu articulador, da presidência do Senado; agora líder do PMDB no Senado, Renan subiu à tribuna ontem e fez…

Renan
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A Operação Carne Fraca e o sequestro temporário do jornalista Eduardo Guimarães (chamemo-lo pelo que é, apesar de Moro e outros) obrigaram o Senado a retomar a discussão do projeto que redefine a prática de abuso de autoridade.

Dentro de duas semanas, a Comissão de Constituição e Justiça apreciará a proposta que deixou de ser votada no ano passado, após a tentativa do STF de afastar Renan Calheiros, que era seu articulador, da presidência do Senado. Agora líder do PMDB no Senado, Renan subiu à tribuna ontem e fez um discurso sobre a algazarra institucional em que o país foi mergulhado e propôs um freada racional de arrumação. Nas palavras dele ao 247.

– Estamos caminhando para um limite perigoso. Proponho uma reunião entre todos os atores e instituições envolvidas – Congresso, Executivo, Supremo e Ministério Público – para discutirmos tudo o que está fora de lugar e de controle neste país. Se querem reduzir o foro especial, vamos tratar disso, temos projetos. Mas vamos discutir também o abuso de autoridade, os vazamentos seletivos, os atropelos ao processo legal.

Irritado com um vazamento seletivo que atingiu seu filho, o governador de Alagoas, Renan discorreu em seu discurso sobre este e vários outros vazamentos da Operação Lava Jato, bem como sobre as consequências econômicas e sociais da Operação Carne Magre. Ele defendeu ainda a suspensão imediata do sigilo sobre as delações da Odebrecht, decisão que cabe ao ministro relator Luiz Fachin.

– Enquanto persistir o sigilo, todos estarão reféns de vazamentos. Eu tive negado o acesso a uma delação cujo conteúdo foi vazado e objeto de matérias da imprensa. Alguém acha isso razoável à luz dos direitos e garantias individuais?

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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