A exemplo do que ocorreu quando o ex-juiz Sérgio Moro renunciou à candidatura, a renúncia de Doria deverá favorecer Bolsonaro.
Suas intenções de voto não irão para um candidato só, mas a maioria, por afinidade ideológica, deverá caber ao seu desafeto, de quem era o maior crítico dentre os governadores.
Muitos poderão anular o voto.
A minoria irá para Simone Tebet.
Isso porque grande parte das intenções de voto de Doria são de eleitores paulistas, que não têm afinidade com a senadora de Mato Grosso do Sul.
O crescimento de Tebet fica na promessa.
Mas, na realidade, ninguém explica onde e como ela vai crescer.
Em seu próprio estado, onde é conhecida, Bolsonaro nada de braçada. Teve 65,22% dos votos em 2018. Como vai tirar votos dele?
Além disso, Doria é muito mais anti-Bolsonaro que ela.
Se o eleitor perceber que ela não é tão anti-Bolsonaro assim, vai optar por Bolsonaro e não pela candidata de 1%.
Mas por que a aliança MDB-PSDB prefere Tebet?
Porque a bancada do MDB é maior que a do PSDB, e, portanto, também os fundos partidários e eleitorais são maiores.
O partido maior e mais rico indica o cabeça-de-chapa e o menor, o vice.
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