Opinião

Renúncia de Doria ajuda Bolsonaro

“Suas intenções de voto não irão para um candidato só, mas a maioria deverá caber ao seu desafeto”, diz Alex Solnik, em referência a Bolsonaro

João Doria e Jair Bolsonaro
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A exemplo do que ocorreu quando o ex-juiz Sérgio Moro renunciou à candidatura, a renúncia de Doria deverá favorecer Bolsonaro.

Suas intenções de voto não irão para um candidato só, mas a maioria, por afinidade ideológica, deverá caber ao seu desafeto, de quem era o maior crítico dentre os governadores.

Muitos poderão anular o voto.

A minoria irá para Simone Tebet.

Isso porque grande parte das intenções de voto de Doria são de eleitores paulistas, que não têm afinidade com a senadora de Mato Grosso do Sul.

O crescimento de Tebet fica na promessa.

Mas, na realidade, ninguém explica onde e como ela vai crescer.

Em seu próprio estado, onde é conhecida, Bolsonaro nada de braçada. Teve 65,22% dos votos em 2018. Como vai tirar votos dele?

Além disso, Doria é muito mais anti-Bolsonaro que ela.

Se o eleitor perceber que ela não é tão anti-Bolsonaro assim, vai optar por Bolsonaro e não pela candidata de 1%.

Mas por que a aliança MDB-PSDB prefere Tebet?

Porque a bancada do MDB é maior que a do PSDB, e, portanto, também os fundos partidários e eleitorais são maiores.

 O partido maior e mais rico indica o cabeça-de-chapa e o menor, o vice.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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