Por Ricardo Bruno
Avançou nas últimas horas o entendimento de que o Rio deve ter representação emblemática no ministério do presidente Lula. Um cargo com absoluta identidade com o perfil do estado, historicamente, a porta de entrada do Brasil, e ocupado por um político de trânsito e peso para a missão. Entre os aliados mais próximos do presidente eleito já não é surpresa que o Rio receberá o Ministério do Turismo. E o nome mais cotado para a Pasta é do deputado Pedro Paulo, do PSD.
Nesta sexta-feira, foram intensas as articulações e trocas de telefonemas para afinar as negociações neste sentido. Houve consultas ao PSD, que respondeu positivamente à indicação de Pedro Paulo para cargo pela cota partidária. Emissários da cúpula nacional da legenda relataram as conversações com o núcleo duro petista diretamente ao prefeito Eduardo Paes. Desejavam e obtiveram o seu aval à negociação em andamento.
Inicialmente, o nome de Pedro Paulo fora lembrado para o Ministério do Planejamento. A presença do parlamentar carioca no grupo de autoridades gestoras da economia poderia reduzir desconfianças do mercado em relação à responsabilidade fiscal. Economista por formação, Pedro Paulo é rigoroso defensor do equilíbrio das contas públicas.
Nas últimas 24 horas, contudo, com a confirmação da escolha de Fernando Haddad para Fazenda, abriu-se a possibilidade de Pedro Paulo ser deslocado para o Ministério do Turismo. A ideia tem a simpatia dos conselheiros mais próximos do presidente eleito e do próprio Lula.
Pedro Paulo no Turismo cumpre vários papéis: atende ao PSD, especialmente o presidente Gilberto Kassab; satisfaz à bancada federal da legenda, que o apoia consensualmente; atende ao prefeito Eduardo Paes, um aliado histórico; e manda um recado para fluminenses e cariocas a respeito do prestígio do estado no representação ministerial. Sem falar na leitura subliminar de que o Rio passará a deter peso e relevância nas políticas públicas destinas ao fomento do turismo.
O deputado Marcelo Freixo cobiçava o Turismo. Seu nome, contudo, não avançou por questões políticas. O PSB já tem o Ministro da Justiça, Flávio Dino, e na relação de quadros partidários para um eventual segundo ministério o ex-governador Márcio França teria a preferência.
Sem falar que era a necessário atender ao Rio e ao prefeito Eduardo Paes ao mesmo tempo, o que a indicação de Freixo definitivamente não teria capacidade de satisfazer.
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