Por Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia
“Combinar com os russos” é uma deliciosa lenda atribuída a Garrincha, na Copa de 1958.
Depois de ouvir a explanação do técnico Feola de como a seleção brasileira deveria atuar para derrotar a antiga União Soviética, Garrincha teria perguntado: “mas combinaram com os russos?”.
Deltan Dallagnol e sua trupe de procuradores federais sabiam que, para condenar Lula sem provas, teriam que combinar com Sergio Moro, a quem, ardilosamente, apelidaram de “russo”, nas conversas de grupo no Telegram – um aplicativo russo.
Outra explicação não há, portanto, para o apelido. Moro está longe de parecer um russo, física e culturalmente. Pelo contrário. Tem a aparência miúda de um garoto de Lilliput e o conhecimento decorado dos concurseiros, ainda assim, com graves deficiências no manejo da língua Pátria.
Logo, está claro que, ao receber o apelido de “russo”, o ex-juiz não teve outros méritos senão o de se prestar ao papel absurdo de condenar um homem inocente em conluio com procuradores que, a essa hora, já deviam estar com ele, no lixo da República.
E na cadeia.
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