Lula está coberto de razão ao tentar forçar a redução da taxa selic: quanto menor o juro que o governo pagar aos bancos (que financiam o governo por meio dos títulos da dívida pública), mais dinheiro vai sobrar para o governo investir, que é o caminho mais seguro para o país voltar a crescer.
É uma queda de braço entre quem empresta e quem toma emprestado. Quem empresta, quer cobrar mais (alegando o tamanho da dívida e o alongamento dos prazos de pagamento) e quem toma emprestado, quer pagar menos.
Lula pode não ter escolhido a forma mais adequada para alcançar seu objetivo, que é reduzir a taxa de 13,75% ao ano, mas o governo tem instrumentos e mecanismos para chegar lá.
Quem está desprotegido mesmo são os clientes dos bancos, pequenos, médios e grandes, dos quais os banqueiros cobram ao mês o que o governo lhes paga ao ano.
A taxa de juros do cartão de crédito está em 13,96% mensais.
E, se o governo diminuir os juros, os banqueiros vão subir o preço do dinheiro ao consumidor, para compensar as “perdas”.
Eles não perdem nunca. (Ao menos no Brasil).
Se correr, o juro pega; se ficar, o juro come.
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