Muitas pessoas devem estar se perguntando porque Temer, cujos ministros e ele próprio têm sérios problemas com a Justiça escolheu Alexandre Baldy também bastante enrolado e que tem um currículo de amizade suspeita com o notório Carlinhos Cachoeira quando foi secretário do governo de Goiás de Marconi Perilo para ser o novo ministro das Cidades.
Afinal, se o governo está tão preocupado em economizar que estabeleceu um corte de gastos por 20 anos, e que já tem um rombo imenso deveria escolher um homem probo para cuidar bem de um orçamento de 10 bilhões.
Há quem pense: não seria melhor nomear um especialista no assunto, um técnico, para afastar todo e qualquer fisiologismo e garantir o emprego adequado e decente dos recursos?
Seria, se o objetivo de Temer fosse melhorar as cidades brasileiras e, portanto, o padrão de vida dos seus moradores.
Mas não é disso que se trata. Trata-se de distribuir o orçamento bilionário entre os aliados de forma que eles não arranquem os olhos um do outro e continuem votando com o governo por mais absurda que for a proposta apresentada.
E, para cumprir bem a tarefa, espinhosa, na qual se requer experiência no trato com bandidos, não seria de bom alvitre nomear uma Madre Teresa de Calcutá.
Mesmo porque ela não aceitaria ser ministra. Nem os outros ministros a acolheriam. “Não é do ramo” objetariam.
Se não der certo, paciência.
Temer chuta o Baldy.
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