O que se viu na noite deste sábado nos Arcos da Lapa, no Rio, foi histórico. Respiramos um clima de anos 1980, nos estertores da ditadura, relançados à pós-modernidade. Não houve como não lembrar o show do Riocentro, em 1981.
Desta vez não houve bombas, mas a história repetiu-se como comédia, com uns brucutus com jalecos do Tribunal Regional Eleitoral do Rio arrancando faixas e panfletos. Muito simbólico: em 1981, os militares tentaram acabar com o show; desta vez, foi a mão longa do Judiciário. Os vetores principais dos golpes, o de 1964 (os milicos) e do de 2016 (o Judiciário) tentando intimidar o povo.
Não conseguiram; não conseguirão.
O que vimos ontem?
Tudo o que há de melhor no país reunido ao redor do grande líder do Brasil.
Algo estranho às elites brasileiras: tudo de graça, sem grana, sem esquema.
O que foi feito do discurso de que Lula estaria preso por crime de “corrupção”? Está no chão, aos pedaços.
No Brasil e no mundo é patente que ele é um prisioneiro político.
Como construiu-se tal consciência? Foi a resistência democrática, sob a liderança firme do PT que construiu o reconhecimento meridiano de que Lula é a grande esperança do povo e, exatamente por isso, foi feito preso político.
O povo brasileiro ama Lula.
Calem-se, ricos. Vocês já perderam.
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