O cara que instalou as câmeras de segurança e controlava o acesso às imagens, Claudinei Coco Esquarcini, jogou-se de um viaduto, ontem, em Medianeira, a 50 quilômetros de Foz do Iguaçu. Ele trabalhava na área de segurança da Itaipu Binacional.
O fato deve reabrir o inquérito policial encerrado em apenas quatro dias sobre o assassinato do petista Marcelo Arruda pelo bolsonarista Jorge José Guaracho na sede da Associação Recreativa Esportiva Segurança Física de Itaipu, na noite de 9 de julho.
Guaracho estava num churrasco quando foi alertado por dois amigos da associação sobre a festa com a temática do PT, visualizada por eles nos celulares.
Agora há elementos mais robustos para desmontar a farsa de que era apenas uma desavença entre dois militantes de partidos adversários. Há mais três pessoas envolvidas. Havia alguma relação entre elas além da amizade e da ideologia de extrema-direita? Integravam um grupo extremista?
Duas delas estão vivas.
A morte da terceira obriga a investigar quando, por que e com ordem de quem as câmeras foram instaladas. E quem podia ver as imagens.
As respostas não devem ser fáceis.
Em vez de responder, Claudinei optou por se transformar na segunda vítima do crime de Foz do Iguaçu.
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