Isso de Temer dizer que é alvo de bombardeio logo depois de anunciar candidatura à reeleição é uma tentativa desesperada de pegar carona na caravana de Lula e de se igualar ao ex-presidente, como se ele também fosse alvo do Judiciário por motivos políticos.
A estratégia busca afastar o presidente do escaninho dos “crimes comuns”, atrair simpatias entre petistas e confundir o eleitorado e o jogo eleitoral, mas é furada.
Há uma distância enorme entre eles e seus respectivos processos.
Lula é o primeiro colocado nas pesquisas; Temer é o último.
Lula é o presidente mais querido desde Getúlio; Temer é o mais desprezado desde a proclamação da República.
Não há um só documento provando que Lula recebeu o tríplex; as iniciais de Temer aparecem em planilhas de propina.
Lula nunca teve um coronel Lima.
Para sua tese vingar, Temer deveria explicar a quem interessaria destruir uma candidatura tão pífia como a sua.
A perseguição a Lula é política.
A perseguição a Temer é policial.
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