Batizado nas águas do rio Jordão pelas mãos de um picareta evangélico, Bozo vislumbrou em Israel, desde antes das eleições, um deserto de oportunidades.
Primeiro, uma ligação com os neopentecostais, no Brasil, que se apoiam numa interpretação histórica pedestre da tradição judaico-cristã para replicar interpretações ritualísticas de elementos do judaísmo. Uma forma tosca de se afastar dos rituais católicos.
Mas a jogada principal do Bozo foi a de agradar o filho mimado dos EUA, no Oriente Médio, e levar, de bônus, uma aproximação com um regime muito próximo do ideal de neonazismo que tanto agrada os dementes que o seguem nas redes sociais.
De quipá na cabeça e um sorriso de Chuck no rosto, Bozo foi recebido por Benjamin Netanyahu coberto da lama simbólica da corrupção, indiciado e sob o risco de ser preso, a qualquer momento.
Símbolos da nova era.
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