Chamar Nicolás Maduro de “ditador” virou uma espécie de autoconcessão da esquerda namaestê para poder falar da Venezuela e dessa ajuda humanitária criminosa que tem como único objetivo convulsionar aquele país, de modo a provocar um golpe de Estado.
“Maduro é ditador, mas os EUA querem apenas o petróleo da Venezuela” é o novo “não sou fascista, mas essa negrada está passando dos limites”.
Apenas para esclarecer uma coisa: não sabemos nada do que ocorre, de verdade, na Venezuela, um país que tem um histórico impecável de eleições livres, todas monitoradas por observadores internacionais.
A cobertura da crise, pela mídia brasileira, é primária, rasteira e maniqueísta – como, de resto, todas as demais coberturas dessa gente.
O país está na merda, sim, porque os EUA colocaram sobre ele a mão pesada de sanções econômicas e mantém a pressão sobre o preço baixo do barril de petróleo, para esmagar a Venezuela, última nação livre da América do Sul que se recusa a voltar a ser um quintal de Miami.
Os EUA mantém em Guantánamo, dentro de território Cubano, um centro clandestino de tortura e extermínio, mas ninguém chama Donald Trump de ditador.
Essa crise na fronteira só existe, no nosso caso, porque voltamos a ser, com a Dinastia Bozo, um país subalterno e ridículo que, apesar de estar voltando para o Mapa da Fome, fica posando de doador de alimentos para um país com IDH maior que o nosso.
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