Tal como não existe a figura da meia gravidez, não há, na constituição brasileira, a figura da “intervenção federal na segurança pública de um estado”.
O artigo 34 fala claramente que diante de tais e tais circunstâncias o presidente da República pode intervir num estado, nomeando um interventor. Ponto.
Não existe interventor “na segurança pública”.
Então o que Temer decretou foi intervenção federal mesmo, sem tirar nem pôr. Intervenção militar. Apesar de Pezão não ter caído formalmente, o general Braga será o governador de fato e dará satisfações somente a Temer.
Em última análise, quem vai mandar no Rio vai ser Temer, que foi consagrado no carnaval carioca como o “Vampirão”.
Temer não derrubou Pezão, somente seu secretário de segurança Pública primeiro por não ser necessário tirá-lo, ele já não manda mesmo no estado.
O segundo motivo é que Temer o preservou por ser do mesmo partido, o MDB.
Mas com a seguinte condição: Pezão fica na cadeira, mas não faz nada sem perguntar ao interventor, que, por sua vez, não faz nada sem perguntar a Temer.
Será Temer, portanto, o verdadeiro governador do Rio, manipulando o fantoche Pezão.
Se as coisas derem errado – que é o mais provável, como ocorre com tudo que vem de Temer – a culpa será do general Braga e de Pezão, não de Temer.
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