247 – A deputada federal Gleisi Hoffmann, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), utilizou sua conta no Twitter para denunciar as ameaças e ataques dirigidos ao jornalista Breno Altman, que tem sido alvo de extremistas pró-Israel pertencentes a um grupo de WhatsApp chamado “Jew Politics”. O grupo, composto por 299 membros de comunidades sionistas no Brasil, vem trocando mensagens com teor agressivo e ameaçador em relação ao jornalista.
Breno Altman, editor do Opera Mundi, é conhecido por suas manifestações críticas em relação à política israelense na região da Faixa de Gaza, as quais incluem denúncias de “apartheid”, “estado colonial de Israel” e “genocídio” que são promovidos pelo governo de Benjamin Netanyahu contra o povo palestino. Tais posicionamentos têm gerado uma série de ameaças contra Altman, que também é judeu.
Em seu tweet, Gleisi Hoffmann declarou: “São inaceitáveis as ameaças contra o jornalista Breno Altman, a quem externamos solidariedade, por parte de radicais sionistas que tentam impedir seu direito de expressão e de opinião. Utilizam o mesmo método de propagar ódio e violência que utilizaram os nazistas contra o povo judeu.”
Além de ameaças de agressões físicas, as mensagens do grupo “Jew Politics” obtidas pela redação do Brasil 247 também incluem insultos direcionados a Breno Altman. Gleisi Hoffmann destacou que os membros deste grupo têm compartilhado listas de pessoas a serem “canceladas”, nas quais seu próprio nome foi incluído. A deputada atribuiu esse fato ao seu apoio à busca de uma solução pacífica para o conflito entre israelenses e palestinos, incluindo o direito dos palestinos de construírem seu próprio estado soberano ao lado de Israel.
Gleisi encerrou seu tweet pedindo que os autores das ameaças sejam “responsabilizados e punidos pelos atos covardes”.
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