Lula inaugura Complexo de Energias Boaventura, maior unidade de processamento de gás natural do Brasil

O novo polo industrial é parte do Projeto Integrado Rota 3 e representa um marco significativo para a infraestrutura energética nacional

15.08.2024 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de início da retomada das operações da Fábrica de Fertilizantes Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) e anúncio de investimentos na Refinaria do Paraná (Repar), na refinaria Getúlio Vargas, em Araucária - PR.
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247 – O presidente Lula (PT) participa nesta sexta-feira (13) da cerimônia de inauguração do Complexo de Energias Boaventura, em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O novo polo industrial, que abriga a maior Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do país, é parte do Projeto Integrado Rota 3 (PIR3) e representa um marco significativo para a infraestrutura energética nacional.

O complexo receberá gás natural do pré-sal da Bacia de Santos, transportado por meio do gasoduto Rota 3, que também entra em operação. Com o PIR3, será possível escoar até 18 milhões de metros cúbicos de gás por dia e processar até 21 milhões de metros cúbicos por dia pela UPGN. Esse incremento na capacidade de processamento vai ampliar a oferta de gás natural no mercado brasileiro, reduzindo a dependência de importações.

As obras de implementação do PIR3 mobilizaram cerca de 10 mil trabalhadores ao longo do período de construção. Com o início das operações comerciais, previsto para a primeira quinzena de outubro, o Complexo de Energias Boaventura contará com mais de 600 profissionais, entre funcionários diretos e terceirizados, que atuarão na operação, manutenção dos equipamentos e suporte operacional do gasoduto e das plantas de processamento de gás e de utilidades.

Além de sua importância econômica e tecnológica, o novo complexo carrega um simbolismo histórico. A Petrobras, responsável pelo projeto, batizou o polo industrial como Complexo de Energias Boaventura, em homenagem ao Convento São Boaventura, localizado nas proximidades e considerado uma das primeiras construções da região que hoje corresponde ao município de Itaboraí. As ruínas do convento foram preservadas pela companhia, reforçando o compromisso com o patrimônio histórico local.

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