247 – A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou nesta terça-feira (28) ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), um manifesto contrário ao fim da escala 6×1. De acordo com o documento, a proposta de alteração não se resume ao aumento das horas trabalhadas, mas sim aos reflexos negativos que essa modificação pode trazer ao setor produtivo. O posicionamento foi divulgado pelo Portal G1.
“Não estamos falando apenas de horas trabalhadas. Estamos falando de competitividade em um país que já convive com desafios estruturais para produzir e competir, alto custo de produção e insegurança jurídica”, declarou a CNI no documento.
A Comissão Especial que irá analisar o tema será instalada nesta quarta-feira (29), com o deputado Alencar Santana (PT-SP) na presidência e o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) como relator. A proposta de alteração na jornada de trabalho, que vem sendo debatida no Congresso, gera controvérsia entre os setores da economia, principalmente nas indústrias que veem a atual escala 6×1 como fundamental para a organização do trabalho sem comprometer a produtividade.
A CNI assinou o documento com o apoio de 27 federações estaduais, 98 associações setoriais e 741 sindicatos industriais. O debate sobre a jornada de trabalho é uma das questões centrais em discussão na atual legislatura, refletindo o impacto das mudanças legislativas no cotidiano das empresas e no mercado de trabalho brasileiro.
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