247 – Ex-juiz declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal, o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) ficou sem resposta quando Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu questionamento sobre a origem do dinheiro destinado a Dark Horse, filme biográfico de Jair Bolsonaro (PL), em meio a suspeitas sobre um financiamento de R$ 134 milhões negociado com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
A pergunta expôs o constrangimento de Moro e Flávio durante uma coletiva de imprensa. Em vez de explicar a origem dos recursos citados na reportagem do Intercept Brasil, os dois senadores passaram a atacar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tentaram ligar a atual gestão aos escândalos envolvendo o Banco Master.
O ex-juiz acompanhava Flávio Bolsonaro no momento da abordagem. A falta de resposta sobre o dinheiro do filme marcou a cena e ampliou a pressão sobre o senador do PL, que aparece no centro das revelações sobre a busca de recursos para a produção.
Dark Horse retrata a trajetória de Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista. O longa entrou no foco do debate político após a divulgação de informações sobre valores milionários negociados para viabilizar a obra.
Reportagem do Intercept apontou financiamento milionário
Em 13 de maio, o Intercept Brasil revelou que Flávio Bolsonaro negociou com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, um financiamento de R$ 134 milhões para Dark Horse. Segundo a reportagem, R$ 61 milhões teriam chegado à produção.
A revelação colocou o financiamento do filme no centro das cobranças por explicações. O questionamento feito a Flávio buscava justamente esclarecer a origem dos recursos e o papel de Vorcaro na operação financeira associada ao longa.
A reação dos senadores deslocou o foco da pergunta. Sem responder diretamente sobre o repasse, Flávio Bolsonaro e Sergio Moro usaram a entrevista para atacar o governo Lula e tentar associar a gestão federal aos problemas do Banco Master.
Eduardo Bolsonaro também discutiu recursos para o filme
O caso envolve ainda o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio. Segundo as informações fornecidas, Eduardo discutiu o financiamento de Dark Horse com Daniel Vorcaro por meio de Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias.
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