247 – A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorização para ouvir Jair Bolsonaro no inquérito que investiga uma pistola registrada em seu nome e encontrada com um integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz no Distrito Federal. Segundo o Metrópoles, o pedido foi encaminhado ao magistrado na tarde desta quinta-feira (18).
Alexandre de Moraes é o responsável pela execução penal do ex-mandatário. De acordo com a corporação, uma tentativa de intimar Bolsonaro pessoalmente não foi concluída porque integrantes de sua equipe de escolta impediram o cumprimento do ato. A PCDF pretende realizar o depoimento por videoconferência na quarta-feira (24), às 15h. A investigação está sob responsabilidade da 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte.
Inquérito apura circulação da arma
No curso das investigações, um policial militar que participou da abordagem relatou que o integrante do GSI informou trabalhar para Bolsonaro e afirmou que a pistola pertencia ao ex-mandatário após ser questionado pelos agentes.
Ainda conforme o depoimento prestado à polícia, o armamento teria sido entregue ao agente na segunda-feira para a verificação de uma falha mecânica. A previsão era concluir o serviço e devolver a arma na terça-feira (16).
Diante das circunstâncias identificadas durante a abordagem, a PCDF instaurou inquérito para apurar a posse e a circulação da pistola e comunicou oficialmente a abertura da investigação ao ministro Alexandre de Moraes.
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