247 – Integrantes do grupo de trabalho do Palácio do Planalto admitem que estão promovendo um pente-fino na gestão do ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta, que será o primeiro a depor na CPI da Covid, na próxima terça-feira (4).
A ideia é restringir as perguntas feitas a Mandetta ao período em que ele esteve à frente da Saúde, para evitar, segundo governistas, que o ex-auxiliar se transforme em uma espécie de comentarista político de ações tomadas por Bolsonaro após sua saída do cargo. E colocar o ex-ministro na defensiva apontando erros que ele teria cometido no início da pandemia.
A força-tarefa montada no Palácio do Planalto para levantar dados a serem usados nas audiências mobiliza servidores da Casa Civil, da Secretaria de Governo, da Secretaria-Geral e da Secom (Secretaria de Comunicação), informa a Folha de S.Paulo.
Mandetta foi demitido em 16 de abril de 2020, ainda no estágio inicial da pandemia. Mas seu desembarque ocorreu após cerca de um mês de desentendimentos com Bolsonaro, causados principalmente pela insistência do presidente em ignorar recomendações de isolamento social.
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