Ministério da Saúde demorou menos de 5 horas para responder e-mail da Davati, revela reverendo

“Que eficiência do serviço público”, ironizou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Queria essa eficiência com a Pfizer…”, comentou

Reverendo Amilton Gomes
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247 – O reverendo Amilton Gomes, em depoimento à CPI da Covid no Senado, detalhou os encontros que teve com o Ministério da Saúde. A pasta, segundo ele, buscou ativamente estabelecer contato com a Davati Medical Supply, que tentava vender 400 milhões de doses da AstraZeneca. 

Gomes afirmou que, no dia 22 de fevereiro, enviou um e-mail ao Serviço de Vigilância em Saúde da Saúde (SVS), “encaminhando o (Luiz) Dominghetti”. Pouco depois, por volta das 16h30, a mensagem foi respondida. 

“Que eficiência do serviço público”, ironizou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Queria essa eficiência com a Pfizer…”, comentou, em referência aos mais de 50 e-mails da farmacêutica americana que não foram respondidos pelo governo federal.

O reverendo disse que participou de três reuniões com funcionários da Saúde. No dia 22 de fevereiro, ele apresentou Dominghetti a Lauricio Monteiro, diretor do Departamento de Imunização. 

“Na ocasião, Dominghetti apresentou documentos da Latin Air. E ele [Monteiro] esclareceu que a aquisição de vacinas estaria restrita a Elcio Franco”, disse Gomes. 

No dia 2 de março, ele levou a proposta de Dominghetti à pasta, onde foi recebido por dois assessores. No dia 12 de março, na terceira reunião, estavam presentes Elcio Franco, Dominghetti, Cristiano Carvalho, também representante da Davat Medical Supply, o coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida, entre outros.

Nesse encontro, o reverendo relatou que Elcio Franco questionou sobre o documento da AstraZeneca comprovando a existência das doses e a representação da empresa. Como o documento não foi obtido, a proposta teria sido encerrada. 

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