Após ignorar mais de 50 emails da Pfizer, Bolsonaro se reúne com a companhia

Pressionado pelas revelações da CPI da Covid, governo negocia vacinas com a companhia americana nesta segunda, depois de ignorar possibilidade de compra de 70 milhões de doses da vacina contra a Covid a um custo cerca de 50% menor

Reunião do Planalto com a Pfizer
Reunião do Planalto com a Pfizer (Foto: Isac Nóbrega/PR)
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247 - Depois de ignorar 53 e-mails da Pfizer, atrasando por meses as tratativas para a compra de vacinas contra a Covid-19, o governo de Jair Bolsonaro se reuniu nesta segunda-feira (14) por videoconferência com o representante da empresa na América Latina, Carlos Murillo - o mesmo que compareceu à CPI da Covid, onde denunciou a falta de respostas.

A conversa ocorreu para tentar antecipar a entrega de doses da vacina da farmacêutica contra a Covid-19 ao Brasil, segundo a coluna Radar. Também participaram da reunião os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e das Relações Exteriores, Carlos Alberto França. Além do chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o secretário especial de Assuntos Estratégicos, Flávio Rocha, entre outros assessores.

Em seu depoimento à CPI, Carlos Murillo afirmou que o governo rejeitou 70 milhões de doses da vacina a um custo cerca de 50% menor do que foi oferecido aos Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia. Sobre o tema, representantes do governo como Fábio Wajngarten e Eduardo Pazuello disseram aos senadores que o contrato não foi firmado porque apresentava “cláusulas leoninas”.

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