Rogério Carvalho diz que CPI da Covid tem um “material vasto” para incriminar Bolsonaro

A cúpula da CPI da Covid irá sugerir que Jair Bolsonaro seja indiciado pelos crimes de curandeirismo, charlatanismo, epidemia e publicidade enganosa, entre outros delitos que, somados, podem chegar a uma pena de mais de 18 anos de prisão

Rogério Carvalho e Bolsonaro segurando caixa de cloroquina
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247 – O senador Rogério Carvalho (PT) afirmou, nesta quarta-feira, 11, ao UOL, que a CPI da Covid tem um “material vasto” para incriminar Jair Bolsonaro. O parlamentar é suplente da comissão no Senado que investiga se o governo cometeu crimes durante a gestão da pandemia do novo coronavírus.

A cúpula da CPI da Covid irá sugerir que Jair Bolsonaro seja indiciado pelos crimes de curandeirismo, charlatanismo, epidemia e publicidade enganosa, entre outros delitos que, somados, podem chegar a uma pena de mais de 18 anos de prisão.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, o indiciamento foi discutido nesta quarta em uma reunião realizada entre o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD), o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede), e o relator, Renan Calheiros (MDB). 

“O que nós temos de material que pode levar à incriminação do presidente da República é muito vasto. O presidente adotou duas medidas de controle sanitário. Uma foi a expansão do contágio, onde ele adotou de forma intencional, propositiva e reiterada, que foi expor a população ao contágio, quando vetou o uso de máscara, tentou de alguma forma impedir que estados adotassem medidas restritivas, quando propôs aglomeração e defendeu que as pessoas se contaminaram para adquirir imunidade coletiva naturalmente. Então, ele praticou e estimulou o contágio e produziu um efeito que alguns cientistas chamam de ‘efeito Bolsonaro’”, avaliou o senador.

“Com drogas sabidamente não eficazes nem contra o coronavírus nem no tratamento da covid, ele propagou, prescreveu, divulgou, desinformou a população. Portanto, crime de charlatanismo e curandeirismo. Ele fez uma comunicação enganosa, como agora está definido na nova lei de defesa do Estado Democrático de Direito. Ele agiu com essas duas medidas e levou o Brasil a essa catástrofe sanitária, com 560 mil mortos”, disse.

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