247 – O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), deverá propor no relatório final, que será votado nesta terça-feira (26), o indiciamento de dez novos nomes. Com isso, o documento deverá propor, ao todo, 78 indiciamentos, sendo dois de empresas.
De acordo com o UOL, os novos nomes que devem ser incluídos no relatório final do colegiado são o de – Heitor Freire de Abreu, ex-coordenador do Centro de Coordenação de Operações do Ministério da Saúde, pelos crimes de epidemia e contra a humanidade; Marcelo Bento Pires, ex-assessor do Ministério da Saúde, pelo crime de advocacia administrativa; Alex Lial Marinho, ex-coordenador de Logística do Ministério da Saúde, pelo crime de advocacia administrativa; Thiago Fernandes da Costa, ex-assessor técnico, pelo crime de advocacia administrativa.
Além destes, a lista também pede o indiciamento de Regina Célia de Oliveira, fiscal de contratos do Ministério da Saúde, pelo crime de advocacia administrativa; Amilton Gomes de Paulo, reverendo e presidente da Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), pelo crime de estelionato majorado; Hélio Angotti Netto, secretário de ciência, tecnologia, inovação e insumos estratégicos do Ministério da Saúde, pelo crime de epidemia; Hélcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil, pelos crimes de advocacia administrativa, estelionato majorado e incitação ao crime; José Alves Filho, sócio-administrador da farmacêutica Vitamedic, pelos crimes de venda de medicamento em desacordo com a fórmula constante na Anvisa; Antônio Jordão, oftalmologista e presidente da Associação Médicos pela Vida, apontado como integrante do chamado gabinete paralelo da saúde, pelos crimes de charlatanismo e incitação ao crime.
De acordo com o vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o ministro da Economia, Paulo Guedes, não teve o nome incluído no relatório devido à falta de consenso entre os senadores que integram o colegiado.
Inicialmente o relatório final pedia, em suas 1.180 páginas, o indiciamento de 66 pessoas, incluindo Jair Bolsonaro e três de seus filhos, além de duas empresas por crimes cometidos durante a pandemia.
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