FMI revisará para cima crescimento do Brasil em 2026, diz Durigan

Ministro da Fazenda diz ter sido avisado antes do anúncio oficial; revisão reconhece melhora do potencial de crescimento do Brasil

Ministro da Fazenda, Dario Durigan
31 de março de 2026
REUTERS/Adriano Machado
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247 – O Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá revisar para cima sua projeção para o crescimento da economia brasileira em 2026. A informação foi antecipada nesta quinta-feira (2) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante o Brasil Mais Verde – 1º Fórum Econômico da Transformação Ecológica Brasileira, realizado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Durigan afirmou que foi informado pelo próprio FMI, antes do anúncio oficial, de que o organismo elevará tanto a estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2026 quanto a avaliação sobre o potencial de expansão do país.

FMI elevará projeções para a economia brasileira

Ao anunciar a revisão, o ministro destacou que a melhora das perspectivas reflete os resultados econômicos obtidos pelo país nos últimos anos. “Nós vamos ter hoje uma revisão do FMI, fui informado hoje cedo, reajustando, mais uma vez, a previsão de crescimento do Brasil para 2026, mas também o potencial de crescimento do Brasil reajustado para cima em grande medida”, afirmou Durigan.

Segundo o ministro, o Brasil vem registrando uma combinação de inflação e desemprego em níveis historicamente baixos, além de taxas de crescimento que têm superado as projeções do mercado e de organismos internacionais.

Durante o evento, Durigan evitou comentar a política monetária e disse que não trataria da questão dos juros.

Governo destaca economia verde como motor do crescimento

Na avaliação do ministro, a revisão do FMI também está relacionada à estratégia do governo federal de combinar crescimento econômico com sustentabilidade ambiental.

Durigan afirmou que o país vem ampliando sua produção agrícola sem aumentar o desmatamento. “Nossas safras estão quebrando recordes todos os anos, mas sem passar a boiada. O desmatamento também está batendo recordes de mínimas, fruto de compromisso e trabalho”, declarou.

O ministro destacou ainda que a agenda ambiental fortalece a imagem do Brasil perante investidores internacionais e amplia as oportunidades de financiamento para projetos sustentáveis.

Captações e crédito impulsionam investimentos

Durante sua apresentação, Durigan ressaltou que o governo realizou US$ 5,5 bilhões em captações soberanas nos últimos três anos, abrindo caminho para que empresas privadas também ampliassem suas emissões de títulos sustentáveis.

Ele também citou o Fundo Clima e os incentivos destinados à recuperação de florestas como instrumentos importantes da política de desenvolvimento sustentável.

Outro destaque foi o desempenho das Letras de Crédito do Desenvolvimento (LCDs), emitidas pelo BNDES para financiar projetos de longo prazo. Segundo o ministro, esses títulos já movimentaram mais de R$ 16 bilhões, contemplando linhas voltadas à indústria, à aquisição de máquinas e ao fortalecimento das pequenas empresas.

Minerais críticos entram na estratégia industrial

Durigan também defendeu a política do governo para os minerais críticos, considerada estratégica para ampliar a industrialização do país.

“Queremos duas coisas simples e que são difíceis de executar, mas simples de entender: soberania no território brasileiro, saber o que tem no nosso território e proteger. Em segundo lugar, não repetir o passado de simplesmente exportar a commodity, mas estimular o adensamento produtivo, a indústria brasileira”, afirmou.

Segundo o ministro, a estratégia busca fortalecer a soberania nacional sobre recursos minerais estratégicos e ampliar a agregação de valor dentro do país, reduzindo a dependência da exportação de matérias-primas e incentivando o desenvolvimento da indústria brasileira.

A expectativa do governo é que esse conjunto de políticas contribua para elevar o potencial de crescimento da economia nos próximos anos, cenário que, segundo Durigan, será refletido na nova revisão das projeções do Fundo Monetário Internacional.

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