Delegação oficial do Brasil na COP 26 conta com 479 nomes, nenhum de ONGs

Lista inclui 57 nomes de empresários e representantes de associações e entidades ligadas ao agronegócio e à indústria, além das primeiras-damas do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará e Salvador, além de recepcionistas, fotógrafos e até uma bartender

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247 – A delegação brasileira que participa da Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas, a COP26, é uma das maiores que participam do evento. Com 479 membros, a lista inclui 57 nomes de empresários e representantes de associações e entidades ligadas ao agronegócio e à indústria, além das primeiras-damas do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará e Salvador, além de duas recepcionistas, dois fotógrafos e até uma bartender. De acordo com a Folha de S. Paulo, o governo Jair Bolsonaro não credenciou ONGs, ambientalistas, pesquisadores, organizações indígenas ou movimentos sociais. 

“A delegação oficial não pode incluir representantes que não são do governo”, justificou o negociador-chefe da delegação brasileira na COP26, embaixador Paulino Franco. Apesar da afirmação, a ONU não impõe restrições aos nomes indicados pelos países participantes da conferência. Nesta linha, até mesmo o estande brasileiro conta com a parceria da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). 

As discussões envolvendo as ONGs aconteceram no Brazil Climate Hub, um espaço da sociedade civil brasileira na COP26 organizado pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e pelo ClimaInfo. Neste ano, a delegação dos indígenas brasileiros contou com mais de 20 representantes, a maior participação já registrada. O movimento negro brasileiro, por meio da Colaização Megra por Direitos, também denunciou o racismo ambiental e os ataques aos direitos dos quilombolas. 

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