247 – A movimentação política no Ceará ganhou novos contornos após a saída do ex-governador Ciro Gomes do PDT. A informação, publicada pela Folha de S.Paulo, aponta que a decisão do ex-presidenciável reacendeu discussões sobre a possibilidade de o ministro da Educação, Camilo Santana, deixar o cargo em abril para disputar o governo estadual.
Aliados de Camilo avaliam que o avanço das articulações de Ciro, agora filiado ao PSDB, pode influenciar os rumos da sucessão no estado. Ciro deixou o PDT no último dia 17, alegando desconforto com a aproximação do partido ao governo do petista Elmano de Freitas. Na última quarta-feira (22), ele oficializou o retorno ao PSDB, legenda pela qual iniciou sua carreira política há mais de 30 anos.
A expectativa entre os tucanos é que Ciro dispute o governo do Ceará nas eleições de 2026, embora setores próximos ao ex-ministro não descartem que ele volte a mirar o Palácio do Planalto, em uma nova tentativa presidencial. Durante o ato de filiação, Ciro fez duras críticas tanto a Elmano quanto a Camilo, seu antigo aliado político.
Uma das razões para os ataques seria o desempenho de Camilo em pesquisas internas. Levantamentos indicariam que o ministro aparece com índices mais robustos de popularidade do que o atual governador, o que o tornaria um nome competitivo em uma eventual disputa.
Nesse cenário, cresce a especulação de que o nome de Camilo Santana poderia ser o escolhido pelo PT para representar o grupo político nas urnas, caso Elmano de Freitas não busque a reeleição. Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada no fim de setembro, mostrou Elmano em vantagem sobre o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PDT), mas em situação de empate técnico com Ciro Gomes.
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