Maranhão 247 – A provável necessidade de cortes no orçamento da Prefeitura de São Luís foi alardeada desde o início deste ano por membros da oposição ao gestor municipal Edivaldo Holanda Júnior (PTC), tendo como pano de fundo a não arrecadação de tributos de modo adequado. Projeções econômicas nacionais, que preveem a queda do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, em 2,5%, foram apontadas como fatores preponderantes para o baixo acúmulo de verba do município e consequente revisão de contratos e redução da vigência destas parcerias, por parte da prefeitura. A decisão é ‘enxugar’ em 30% os gastos da administração local.
São Luís teria arrecadado 75% dos recursos, que estavam previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA), nos primeiros quatro meses de 2014, de acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento, José Cursino. “A manutenção deste cenário exige medidas imediatas”, afirmou o secretário.
Técnicos das secretarias de Planejamento (Seplan), de Administração (Semad) e da Fazenda (Semfaz) estudam planilhas de custos do Orçamento do Município de 2014 para que seja delineado a real situação financeira da Prefeitura. Cursino enfatizou a preocupação da gestão municipal em cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal com a economia de custos e não gastar além do valor obtido.
O vereador Fábio Câmara (PMDB) que faz oposição ao governo de Edivaldo Holanda Júnior afirmou que no balanço de 2013 a Prefeitura de São Luís teve um déficit de quase R$ 100 milhões entre a meta estipulada pela Prefeitura e o que foi efetivamente realizado.
O peemedebista relembra que a ex-secretária de Fazenda, Suely Bedê em fevereiro deste ano, em audiência na Câmara Municipal, apresentou balanço supostamente positivo da arrecadação na Prefeitura em 2013. A pasta é comandada, hoje, por Raimundo José Rodrigues do Nascimento.
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