Gleisi: inquérito de Moro contra Lula atenta contra liberdade de expressão

Em vídeo, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, diz que inquérito do ministro Sergio Moro pela Lei de Segurança Nacional por declarações que o ex-presidente Lula fez contra Bolsonaro é "descabido". "Eles querem pressionar, com claro motivo de intimidar o presidente", afirma

Gleisi Hoffman, Sergio Moro e Eduardo Bolsonaro
Gleisi Hoffman, Sergio Moro e Eduardo Bolsonaro (Foto: Agência Senado | PR)
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247 - Em um vídeo postado nas redes sociais ao lado do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a presidente nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), traz mais detalhes sobre o inquérito solicitado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, contra o ex-presidente Lula com base na Lei de Segurança Nacional, por críticas feitas por Lula contra Jair Bolsonaro.

"É um absurdo o que aconteceu nesta manhã, inacreditável", disse Gleisi, sobre o fato de Lula ter sido chamado para depor a respeito desse inquérito. Ela e Pimenta acompanharam o ex-presidente na audiência.

O inquérito tem como base um discurso feito por Lula após um encontro do ex-presidente com o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), em novembro de 2019, em que ressaltou não ser mais aceitável conviver com um governo que tenha relações com milicianos e que ataque os mais pobres. 

Um vídeo com essa fala foi postado nas redes sociais. "Sergio Moro pegou esse vídeo, mandou para a Polícia Federal e enquadrou o Lula na Lei de Segurança Nacional", disse Gleisi, segundo quem o processo está correndo sob segredo de Justiça. "Eles querem na realidade ir para cima, cobrar posicionamento, tentar humilhar o presidente", opinou a deputada.

"Por que o Sergio Moro não pediu essa Lei de Segurança Nacional quando o filho de Jair Bolsonaro, Eduardo, disse que ia fechar o Supremo Tribunal Federal com um cabo e um soldado? E agora, ele vai fazer o mesmo com o general Heleno, que disse que tem que colocar o povo em cima do Congresso?", cobrou a parlamentar.

A fala de Eduardo Bolsonaro sobre o Supremo foi feita em outubro de 2018, durante a campanha presidencial de Bolsonaro, quando Moro ainda não era ministro.

Antes da publicação do vídeo, em declaração ao 247 para explicar o inquérito, Gleisi disse que a ação era descabida primeiramente pelo aspecto jurídico. "Já é descabido esse inquérito pela configuração jurídica porque atentado contra a honra não é com base na lei de Segurança Nacional, ou seja, uma lei do regime militar".

"Eles querem pressionar, com claro motivo de intimidar o presidente. Uma tentativa do Moro de defender o Bolsonaro. Moro faz um inquérito sobre isso, mas nunca se manifestou sobre a declaração do filho do Bolsonaro, Eduardo, de que poderia fechar o Supremo com um cabe e um soldado. Aliás, fizemos vários pedidos sobre isso", disse ainda.

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