Contra Mendonça, governistas sugerem indicação de presidente do STJ para o STF

Mesmo com a manutenção de Augusto Aras na PGR, ainda há dúvidas sobre a indicação do atual AGU, André Mendonça, para uma vaga no STF. Setores do governo agora defendem que Bolsonaro indique o presidente do STJ, Humberto Martins, para o cargo

(Foto: Agência Senado)
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247 - Mesmo com a manutenção de Augusto Aras na Procuradoria-Geral da República (PGR), ainda há dúvidas sobre a indicação do atual advogado-geral da União, André Mendonça, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Aras era uma das alternativas de Jair Bolsonaro para o Supremo.

No entanto, setores do governo agora defendem que Bolsonaro indique o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins, para o cargo, segundo a CNN. Alagoano, Martins é próximo do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e também do relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB).

Agradando Bolsonaro

O presidente do STJ tem tentado consolidar sua ida ao STF agradando Bolsonaro. Ministros do tribunal andam incomodados com a campanha de Martins, que, segundo um ministro, “começou a rodar a bolsinha e ficou ruim”. Esse mesmo ministro diz que Martins está tentando agradar Jair Bolsonaro com decisões judiciais.

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"A caneta do presidente do STJ não tem visibilidade, mas faz muita coisa. Ele tem atendido o governo em questões de privatizações. Dizem no tribunal que ele está fazendo o que é necessário para poder agradar e se viabilizar", revelou o ministro, que preferiu não ser identificado.

Mendonça e o Congresso

Ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM) tem se articulado no Congresso para barrar a indicação de Mendonça para o STF. Segundo a jornalista Malu Gaspar no Globo, Alcolumbre articula há pelo menos um mês um plano B: tentar convencer os senadores que não se empolgam com a indicação de Mendonça a se engajar numa campanha pela nomeação de ninguém menos do que o próprio Rodrigo Pacheco, o atual presidente do Senado.

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Ainda, Mendonça conta com o apoio declarado de 26 dos 81 senadores. Para que o nome seja aprovado pelos parlamentares são necessários ao menos 41 votos, em sessão secreta.

Entidades compostas por juízes, promotores, advogados e policiais, porém, são contrárias à indicação em função da postura adotada por Mendonça ao longo do governo Bolsonaro e qualificam o seu perfil como “teocrático, incompatível com o cargo que almeja”.

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