Pimenta lembra promessa de Bolsonaro em 2018: acabar com o ativismo ambiental caso fosse eleito

A lembrança feita pelo deputado do PT-RS acontece no contexto do assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips. Paulo Pimenta também chamou Jair Bolsonaro da "canalha"

www.brasil247.com - Paulo Pimenta
Paulo Pimenta (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)


247 - O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) lembrou nesta quinta-feira (16) que, na campanha eleitoral de 2018, Jair Bolsonaro, atualmente no PL, prometeu acabar com o ativismo ambiental. O parlamentar fez a postagem em um contexto no qual o governo federal está sendo criticado por conta do assassinato do indigenista da Fundação Nacional do Índio (Funai) Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, que aconteceu no dia 5 deste mês na Amazônia. 

Bolsonaro disse em 9 de outubro de 2018 que "não pode ter ambientalismo xiita no Brasil". "Vamos acabar com a indústria de demarcação de terras indígenas. Índio não quer ser latifundiário. Índio quer poder arrendar a terra, quer poder fazer negócio, quer energia elétrica, quer dentista para arrancar toco da boca. O índio é ser humano como a gente. Não quer ser usado para políticas", afirmou ele em entrevista à TV Bandeirantes. 

No Twitter, Pimenta chamou Bolsonaro de "canalha". "Estudo da ONU mostra que a cada oito dias um ativista é morto no Brasil, 4° país que mais mata defensores de direitos humanos. Não custa lembrar: na campanha de 2018, em 9 de outubro, o Canalha Vagabundo prometeu acabar com o ativismo ambiental, caso fosse eleito", escreveu o petista.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O parlamentar fez referência ao estudo divulgado pela ONG internacional Global Witness no último trimestre do ano passado. De acordo com a pesquisa, o Brasil ficou em quarto lugar no ranking dos países que mais matam defensores e defensoras de direitos humanos, ficando atrás de Colômbia, México e Filipinas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A posição ao governo e boa parte da sociedade criticaram a declaração de Bolsonaro sobre Dom Phillips, após ele dizer que o jornalista era "malvisto" na Amazônia. 

No Twitter, internautas cobraram a prisão de Bolsonaro por crimes cometidos durante o seu governo e também pediram que o Congresso Nacional instale a CPI do Garimpo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Caso Bruno Pereira e Dom Phillips

Os irmãos Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos, confessaram o assassinato do indigenista e do jornalista. Eles desapareceram no dia 5 deste mês na Amazônia.

Além dos irmãos, a Polícia Federal investiga mais três suspeitos pelo assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips. 

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email