Após chacina, Castro anuncia dez novas operações policiais no RJ

Governador afirma que ações têm aval judicial e começam nas próximas semanas

O governador do Rio, Cláudio Castro, fala à imprensa com os secretários de Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, de Polícia Civil, Felipe Curi, e de Segurança Pública, Victor dos Santos, após a morte de três pessoas baleadas na Avenida Brasil, próximo do Complexo de Israel, onde acontecia uma operação da Polícia Militar, na Zona Norte
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247 – O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou que o estado prepara uma nova série de operações policiais contra o crime organizado, totalizando dez ações já autorizadas pela Justiça.Embalado por pesquisas que indicam apoio popular à recente operação que deixou 121 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, Castro declarou: “Temos mais dez operações agendadas”.

Segundo a coluna de Lauro Jardim, de O Globo, o governador explicou que as ações não serão ocupações prolongadas, mas operações pontuais, semelhantes à anterior, com foco no enfraquecimento das facções criminosas.

Foco em Jacarepaguá e Baixada Fluminense

Segundo Castro, em dezembro deve começar uma grande ação na região de Jacarepaguá, na zona sudoeste da capital, voltada à retomada de territórios sob controle de grupos armados. Ele também afirmou que, já na próxima semana, a polícia realizará operações diárias em áreas da zona oeste e da Baixada Fluminense.

Essas ações terão como objetivo a retirada das centenas de barricadas instaladas por criminosos nas entradas e vielas das favelas. “Serão entre cinco e dez grupos de policiais fazendo o trabalho”, disse o governador, sem detalhar o efetivo total, de acordo com  a reportagem.

Estratégia e críticas

A ampliação das operações ocorre em meio a um debate acirrado sobre o impacto das ações policiais em comunidades densamente povoadas. Organizações de direitos humanos têm criticado o elevado número de mortos e cobrado transparência nas investigações.

O governo estadual, por sua vez, sustenta que as medidas são indispensáveis para reduzir o poder das facções e garantir a presença do Estado em regiões dominadas pela criminalidade.De acordo com Castro,  o foco é restaurar a segurança e “retomar o controle territorial onde o Estado foi expulso pela violência”.

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