247 – Um ato inter-religioso em homenagem ao jornalista Vladimir Herzog, morto há 50 anos nas dependências do DOI-Codi, durante a ditadura militar, lotou a Catedral da Sé, no centro de São Paulo, neste sábado (25). Conforme relatado pela CNN, o evento reuniu familiares, representantes da sociedade civil e autoridades políticas.
O encontro recriou o histórico ato ecumênico realizado em 1975, quando mais de 8 mil pessoas se reuniram na mesma igreja para a missa de sétimo dia do jornalista.
O vice-presidente da República e presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), compareceu à homenagem deste sábado. Em discurso, Alckmin ressaltou que a morte de Vladimir Herzog expõe o extremismo de um Estado que, em vez de proteger os cidadãos, os perseguia e assassinava.
Durante a cerimônia, Ivo Herzog, filho mais velho do jornalista, lembrou que tramita no Supremo Tribunal Federal a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 320, que trata da interpretação que o sistema judiciário e o Poder Público dão à Lei da Anistia. A ação, que está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, permanece parada há mais de oito anos na Corte.
“A gente não está exigindo que a Lei da Anistia diga isso ou aquilo. A gente está só pedindo para que o debate seja levado ao plenário. Isso tem sido negado para nós”, afirmou.
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