247 – Um movimento formado por organizações progressistas, coletivos de mulheres negras e lideranças populares do Rio de Janeiro está se mobilizando para apoiar a candidatura da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) ao Senado em 2026. A articulação busca ampliar a participação da sociedade civil nas decisões políticas, indo além dos acordos internos de partidos.
A mobilização ocorre em um momento considerado decisivo: setores da extrema direita já anunciaram que pretendem concentrar esforços no Senado, com a meta de enfraquecer o Supremo Tribunal Federal e impor retrocessos democráticos. Nesse cenário, os movimentos afirmam que mulheres negras devem ocupar o centro da disputa por esse espaço estratégico.
Trajetória de resistência
A candidatura de Benedita da Silva simboliza a luta histórica das mulheres negras. Criada em comunidade popular no Rio de Janeiro, com trajetória marcada por militância nas favelas e por anos de atuação parlamentar, a deputada representa a possibilidade concreta de ampliar a representatividade no Senado — atualmente ocupado por apenas uma mulher negra.
Uma pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada pela CartaCapital, aponta Benedita em terceiro lugar nas intenções de voto, liderando a corrida pela segunda vaga do Rio de Janeiro. Para movimentos sociais, o resultado comprova sua força eleitoral e a identificação popular com sua trajetória.
Apoio cultural reforça candidatura
O campo cultural também se soma à mobilização. O sambista Neguinho da Beija-Flor declarou apoio público à pré-candidatura, reforçando o vínculo da parlamentar com o samba, a fé e a luta do povo negro.
Segundo as organizações envolvidas, o lema “Benedita Senadora do Brasil” vai além de um slogan de campanha. “É a afirmação de que a democracia só será plena quando mulheres negras, como ela, ocuparem os espaços de decisão política”, destacam.
Articulação nacional
Além do Rio, o movimento busca fortalecer outras lideranças negras femininas em estados estratégicos. Entre os nomes citados estão Marina Silva, em São Paulo, e Áurea Carolina, em Minas Gerais. A proposta é destacar as mulheres negras como protagonistas da renovação política no Congresso em 2026, apresentando um contraponto direto às forças conservadoras.
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