247 – A comediante Juliana Oliveira falou publicamente pela primeira vez sobre a representação criminal que apresentou contra o apresentador Otávio Mesquita, a quem acusa de estupro durante uma gravação do programa “The Noite”, do SBT, em 25 de abril de 2016.
“Não foi fácil! Tornar pública a minha dor e buscar justiça foi uma decisão difícil”, escreveu Juliana em suas redes sociais neste domingo (30). A humorista afirmou que, por enquanto, optará pelo silêncio para se resguardar. “Neste momento, escolho o silêncio para me resguardar, organizar meus sentimentos, me afastar dos julgamentos da internet e encontrar apoio na minha família. Quando me sentir pronta, vou falar — não para aparecer, mas para encorajar outras mulheres a denunciarem qualquer tipo de abuso”, completou.
A representação foi protocolada na última quinta-feira (27) no Ministério Público de São Paulo. No documento, a defesa de Juliana alega que ela foi vítima de “atos libidinosos com emprego de força física”, ocorridos diante de mais de cem pessoas presentes no estúdio e amplamente repercutidos nas redes sociais. O advogado Hédio Silva, que representa a comediante, explicou a base legal da ação. “Desde 2009 a lei penal considera que a prática de atos libidinosos mediante violência configura estupro, ainda que não haja penetração, havendo casos em que a denominada ‘contemplação lasciva’ é suficiente para caracterizar estupro”, afirmou Silva, que já foi secretário de Justiça de São Paulo.
Otávio Mesquita se manifestou sobre a denúncia por meio das redes sociais, classificando-a como “acusção caluniosa” e alegando que o ocorrido foi apenas uma “brincadeira”. O apresentador também questionou a demora da acusação. “Tomarei as medidas aqui para defesa da minha honra e também da minha família, porque, afinal de contas, minha ex-mulher na época estava na plateia com o meu filho. Como eu ia fazer uma bobagem dessa? Tudo foi ao ar há quase 10 anos e hoje nasce essa acusação caluniosa contra mim. Absurdo isso”, declarou.
O g1 tentou contato com a assessoria do SBT para comentar o caso, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Já o Ministério Público de São Paulo confirmou que a representação foi protocolada e está sendo analisada pela promotoria de Justiça Criminal de Osasco, na Grande São Paulo.
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