Opinião

O cordel do impeachment ou a intolerável ascensão de Nhô Ruim e Nhô Pior

Um repentista nordestino, morador de uma região remota, inóspita e desconhecida, situada entre o Monte Onde Judas Perdeu as Botas e a Terra do Sol, próximo ao local onde se deu o duelo entre o Dragão da Maldade e o Santo Guerreiro teve a gentileza de me enviar, em forma de cordel, o que pensa acerca do momento político do Brasil, que me limito a publicar tal e qual, sem tirar uma vírgula, nem acrescentar um parênteses:

Temer era um vice leal

Até Cunha lhe oferecer

Um plano chamado impeachment

Para ambos tomarem o poder

 

Quando a divisão se acentuou

E unir o país se impunha

O que fez Temer? Não vacilou:

Uniu-se a quem? A Cunha

 

Depois, quando a coisa piorou,

o Brasil é testemunha:

Temer, mais uma vez, não vacilou:

trocou a Dilma pelo Cunha

 

Pressionado pelo Cunha

Que na verdade era seu sócio,

Temer fez o que ele exigiu:

Mandou uma carta de divórcio

 

Agora que os dois estão na Lava Jato

E o final se aproxima feliz ou infeliz

Está bem claro que eles mais queriam se salvar

Do que salvar da corrupção nosso país

 

E o país, por sua vez

não precisou de mais de um minuto

Para perceber que corrupção

Não se combate com corrupto

 

Quem foi às ruas não vai mais

Para evitar um mal maior:

A ascensão intolerável

De Nhô Ruim e Nhô Pior

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Cortes 247

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