Opinião

Os riscos de Temer no PMDB e o papel de Maranhão

Temer apostou todas as fichas num acordão com o PSDB, Cunha e companhia, seguro de que sua carta de queixas a Dilma e sua nova conduta política em torno do Planalto, seriam cacifes suficientes para apear a presidenta do Poder, mas o Plano falhou por vários motivos

Brasília - O vice-presidente, Michel Temer, fala à imprensa ao deixar seu gabinete no Palácio do Planalto (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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Até março do próximo ano, o PMDB nacional estará definindo de vez o seu projeto de futuro e de comando interno com novidades à vista. Pela primeira vez de uma fase de calmaria e consensos, o partido registrará uma forte disputa entre o atual presidente licenciado Michel Temer e o senador Romero Jucá. Há que se entender ainda o papel e posição do senador José Maranhão, um dos derradeiros Históricos do partido, ainda no silêncio sepulcral.

Só a existência de disputa, significa concluir facilmente que Temer perdeu a liderança absoluta da legenda, sobretudo depois que resolveu comandar unilateralmente, sem combinar com as várias instâncias do PMDB – exceto a de Eduardo Cunha e Gedel Vieira, anti Dilma, com saldo ruim à sua pretensão de ascender ao Poder pela vida indireta rachando o partido.

FRUTO DO “GOLPE”

Temer apostou todas as fichas num acordão com o PSDB, Cunha e companhia, seguro de que sua carta de queixas a Dilma e sua nova conduta política em torno do Planalto, seriam cacifes suficientes para apear a presidenta do Poder, mas o Plano falhou por vários motivos.

Independentemente de causas, ao assumir o novo manequim o vice-presidente da República ficou menor porque produziu uma forte reação de outros lideres, a exemplo de Renan Calheiros, o PMDB do Rio de Janeiro, José Sarney levando-o à derrota no retorno de Leonardo Picciani à Liderança do PMDB.

Fruto de tudo isso, agora enfrentará Romero Jucá como candidato a presidente com chances de vencer, sobretudo com o aval do Rio e de Renan.

MARANHÃO, SILENCIO FATAL

O maior líder do PMDB da Paraiba se dedica às articulações no interior do estado se preparando para a eleição de 2016, mas muito distante das tratativas nacionais, onde ele poderia dar uma grande contribuição pelo histórico e conhecimento de causa.

Por razoes também não reveladas, o senador prefere o silêncio ou a omissão, o que lhe faz menor diante de sua alta estatura política.

Maranhao precisa refletir sobre isso e dar sua contribuição ao partido em nível nacional se engajando com seu histórico contra Golpes e traições vistas ultimamente. Seu futuro depende também desse posicionamento importante para todos os atores em curso.

Só a omissão descontrói.

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“Esse jogo não vai ser um a um…”

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