Há dois anos, exatamente no dia 10/10/2014, durante a campanha à reeleição, a presidente Dilma chamou de tentativa de golpe as acusações feitas pelo ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa à Justiça do Paraná dois dias antes:
“Eles jamais investigaram, puniram e acabaram com esse crime horrível que é a corrupção, e na véspera eleitoral querem dar um golpe, estão dando um golpe, e não podemos concordar com ele”, afirmou a presidente, após desfilar em um carro distribuindo flores para a população durante campanha no Rio Grande do Sul.
Preso, em regime domiciliar, no Rio, Costa dissera à Justiça Federal do Paraná que parte da propina cobrada de fornecedores da estatal era direcionada para atender a PT, PMDB e PP e foi usada na campanha eleitoral de 2010.
Não mencionou o PSDB, cujo candidato, Aécio Neves iria disputar o segundo turno com Dilma.
Como de praxe, Rui Falcão, presidente do PT, classificou aquilo de calúnia, ameaçou tomar medidas judiciais e afirmou que “o PT desmente a totalidade das ilações de que o partido teria recebido repasses financeiros originados de contratos com a Petrobrás”.
Se nessa época, em que ainda nem tinha sido reeleita ela já falava em golpe, isso quer dizer que: 1) ela sabia de alguma coisa que estava sendo planejada contra ela se fosse reeleita?; 2) foi premonição?; 3) o golpe já estava sendo tramado em 2014?
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