O ano passado foi certamente um dos mais tristes da vida política do Lula. Sua fisionomia, saindo com a Dilma do Palácio do Planalto, era a cara de tristeza de todos nós. Mais ainda dele, com a consciência plena de que ali, naquele momento, terminava o extraordinário ciclo político que ele havia iniciado 13 anos antes. Com a consciência de que o que estava em jogo não era apenas a democracia, mas o destino dos milhões e milhões de brasileiros que haviam melhorado tanto de vida desde que ele tinha assumido a presidência do Brasil.
Um ciclo pelo qual ele havia batalhado durante quase duas décadas, perdido três vezes, se dito que em 2002 ele fazia sua ultima tentativa e que, daquela vez, teria que ser pra vencer. E venceu. E comandou a maior transformação que o Brasil já viveu, fazendo não apenas com que todos os brasileiros comessem três vezes ao dia, como vivessem o maior processo de ascensão social que já tivessem vivido.
Quando ele saiu da presidência, em 2011, ele considerava que tinha deixado um processo consolidado, sem maiores riscos de retrocesso, tal o apoio – de mais 80% – que ele tinha da população, como forma de expressão da concordância da grande maioria com o que tinha sido seu governo. Se tratava de aprofundar as transformações iniciadas no seu governo e consolidá-las.
Quando as ofensivas da direita começavam a demonstrar sua vontade de terminar com os governos do PT de qualquer maneira, Lula começou a dizer que só voltaria a ser candidato se houvesse o risco da direita voltar ao poder.
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