Temer não se cansa em se apresentar como o presidente da República mais desprezível do país.
Ele sai atrás de votos sem nenhum pudor, pensando que ninguém está vendo além de Rodrigo Janot.
Que espetáculo de meia pataca vê-lo na calada da noite cabalar o voto de uma deputada do PSB, partido que fechou questão contra ele na votação de seu afastamento.
Um presidente da República digno desse nome respeita o que diz a constituição, os poderes são independentes, não pode um interferir em outro.
Se o PSB fechou questão, cabe a um democrata respeitar a decisão. Não é problema dele, é do partido.
Mas Temer rompe o julgamento que fez ao assumir o cargo e é o primeiro a jogar a constituição no lixo. Não respeita a decisão do PSB. Vai atrás de uma deputada e a alicia, propondo que mude para o seu partido, onde poderá votar nele, sabe-se lá a troco de que favores.
O presidente do PSB o desqualificou: “quer salvar a própria pele, não o Brasil”. Seu brother Maia (quem dera fosse o Tim) ficou de beicinho porque pretendia levar a tal deputada para o seu DEM e vem ele abrir as portas – e as burras – do PMDB para ela.
Nunca se viu um presidente que insultasse tanto a cadeira onde sentaram tantos e ainda vão sentar tantos outros brasileiros e brasileiras ilustres.
Aquele jargão que Toninho Malvadeza criou para seu conterrâneo Geddel (esse que acabou de cortar o cabelo no barbeiro da Papuda) agora cabe ao inquilino temporário do Palácio do Planalto: “Temer vai às compras”.
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