Nova pesquisa da CNT/MDA mostrou que o ex-presidente Lula se mantém na dianteira de primeiro e segundo turnos, apesar não só da condenação por Sérgio Moro como do depoimento – com vistas à delação – de Antonio Palocci.
Consolidado na segunda colocação, o deputado Jair Bolsonaro, inclusive nos quesitos “único em que votaria” e lembrança espontânea.
Dória Jr. segue o “tucano” melhor posicionado.
Sem Lula na disputa, brancos/nulos mediam 40%, pois se soma os que votariam apenas nele e os do campo oposto ainda indecisos.
Rejeições de 50% para lá e acolá, uma alimentando a outra.
Agora, a candidatura do ex-presidente presidente entra numa fase crucial de escolhas.
Num primeiro bloco está o boicote a 2018, caso haja interdição judicial. Vai dar em Lula condenado, preso, cassado, o PT rifado do Congresso Nacional e duas ou três candidaturas de esquerda arrastando a sua base de classe média. Apostamos que boa parte da formada pelos mais pobres migrará para Bolsonaro.
Não serve nem como ameaça. Só o partido perde. Ah e a democracia etc,mas este é um raciocínio (e um wishful thinking) interno.
Também neste bloco encontra-se a “guerra”. Uma ilusão que deve fazer a fantasia de meia dúzia de militantes febris pelos 100 anos da Revolução Russa.
Num segundo bloco, o aproveitamento deste quadro eleitoral apesar de toda a diversidade dele.
Iniciar ostensivamente um esclarecimento à sociedade, aos sensatos das cortes judiciais, das Forças Armadas, da imprensa, das corporações públicas, da intelectualidade, do sistema político e do mercado sobre os riscos da interdição de Lula.
Por causa da guerra e do boicote? Não, por causa da ascensão consistente do extremismo, do populismo radical de direita.
Orientar os lulistas lato sensu a deixarem o garantismo anunciado por Raquel Dodge em paz, erga omnes, ao invés de começar uma cobrança para que ela aplique as regras de Janot só contra Michel Temer e ao PSDB.
Começar uma interlocução com agentes importantes da economia para se chegar em soluções exequíveis e mediadas em torno de:
- Como equacionar o déficit primário sem estourar ainda mais o risco de calote da dívida?
- Como mediar a reinclusão dos mais pobres no orçamento com o Novo Regime Fiscal (PEC do Teto de Gastos)?
- Como financiar a urgente retomada da geração de empregos e investimentos em infraestrutura e ir superando a crise fiscal concomitantemente?
- Como conciliar as reformas que o mercado considera importantes com a promoção de direitos aos trabalhadores?
A lista é livre para mais temas.
Como diz Tatianna, em RuPaul’s Drag Race: choices.
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