Saiu na coluna de Flávio Ricco, no UOL: “O Comitê Estratégico da Cultura, aquele que pensa e se destina a discutir assuntos ligados a toda produção e programação da TV, em reunião na terça-feira (6) teve como tema principal, praticamente único, a saída de Augusto Nunes do ‘Roda Viva’, a partir do vencimento do seu contrato em março. Pesa contra ele o uso de exagerada parcialidade na condução dos trabalhos. O assunto, antes limitado às reuniões do conselho da Fundação Padre Anchieta, agora chegou de forma mais intensa e incisiva dentro da própria televisão. Não há mais como não tomar uma decisão”.
Ainda segundo o colunista, a decisão sobre a dispensa do provocador, que ganhou fama por seu ódio doentio ao PT e por seu amor incontido aos políticos fascitoides, caberá ao presidente da fundação, o tucano Marcos Mendonça. Mas tudo indica que ele já virou pó, que chegou ao fim a carreira na emissora pública do governo de São Paulo. “Internamente, é sabido por todos, não existe uma linha de diálogo entre Augusto Nunes e o diretor de jornalismo Willian Corrêa. Os dois cortaram relações há muito tempo. Na necessidade de conversa entre ambos, o próprio presidente passou a se prestar ao papel de intermediário… A solução, seja qual for, se não acontecer antes ou até durante, deve sair logo depois do carnaval”.
A TV Cultura, que foi transformada em um palanque pelos tucanos e virou a TV do Alckmin, até que gostava dos comentários raivosos do apresentador. Ocorre que o “uso de exagerada parcialidade na condução dos trabalhos”, para não falar em abjeta partidarização e direitização, estava prejudicando a imagem do programa “Roda Viva” – já apelidado de “Roda Morta”. Os índices de audiência estavam estagnados. O fim do contrato não acaba de vez com a carreira de Augusto Nunes, que segue como colunista da revista do esgoto, a Veja, e como comentarista da Jovem Pan – ou melhor, da rádio Ku Klus Pan.
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