No próximo domingo, 27, por proposta do presidente Lula, sua candidatura será lançada em todo o país.
Uma iniciativa audaciosa, que dá consistência à decisão política de não resignar ante às injustiças perpetradas pelos torquemadas do lavajatismo nem às ameaças dos que se julgam proprietários da Corte eleitoral.
A rigor, não é uma movimentação de sentido meramente eleitoral. É carregada de denso conteúdo político, porquanto constitui ação de rebeldia democrática contra o regime golpista. Por isso, não deve ser considerado como um ato isolado do Partido dos Trabalhadores. Para além disto, o lançamento da candidatura de Lula, no contexto de sua prisão, do aprofundamento do golpe, da intensificação de medidas antipopulares e antinacionais pelo governo ilegítimo de Michel Temer deveria ser concebido e realizado como expressão de um esforço de convergência de todas as forças de esquerda consequentes do país e suas respectivas pré-candidaturas.
Mais do que nunca, a saída do abismo em que o Brasil se afundou requer lucidez da esquerda e capacidade de unir amplas forças políticas. A aglutinação de forças – com a indispensável independência política e eleitoral de todas – em torno da liderança de Lula, da luta por sua libertação e pela realização do seu inalienável direito a apresentar sua candidatura constituiria uma movimentação estratégica e tática dos que lutam consequentemente pela reconquista da democracia, pela construção de um país politicamente progressista, nacionalmente soberano e socialmente justo.
Destarte, o dia 27 de maio poderá constituir o marco de uma nova etapa de luta por um Brasil democrático e popular e um ponto de inflexão no cenário político pré-eleitoral.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão