Opinião

Dia do Orgulho LGBT+ é o nosso grande salto civilizatório

O linguista Gustavo Conde celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBT+; ele diz: “fico feliz em saber que o mundo é cada vez mais LGBT+. É, talvez, o nosso maior salto civilizatório: desprender-se de uma vez por todas do fatalismo sexual e das limitações grotescas que uma libido doentia e violenta pode provocar. É, por…

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Hoje é dia do orgulho LGBT+ e é preciso dizer: o conceito é muito forte e veio para aniquilar de uma vez por todas o que nos resta de animalidade sexista.

Por isso a gritaria desesperada dessa geração escrota que vai morrer de velha, de ódio e de preconceito.

Bolsonaros, pastores-abusadores, neonazistas e congêneres são o último espasmo de uma sociedade troglodita que propaga o terror por onde grassa.

Eles não vão durar pra sempre, porque para durar é preciso ter ideias e organização mental, coisa que eles não têm.

Eles já são passado e sabem disso – até porque querem ser isso.

E o passado, para ser tautológico, passou. É página virada (ainda que se a desvire às vezes para que a história reitere sua abominação).

A masculinidade branca heteronormativa ocidental (MBHO) é a grande derrotada do último século 21, já disse Marcos Bagno.

O dia de hoje marca essa morte bem morrida desse segmento atrasado, apodrecido, repulsivo e canalha que nos atrasou a história em muitos séculos e, agora, estrebucha, por não saber formular um reles discurso alternativo à própria obtusidade de espírito.

Fico feliz em saber que o mundo é cada vez mais LGBT+. É, talvez, o nosso maior salto civilizatório: desprender-se de uma vez por todas do fatalismo sexual e das limitações grotescas que uma libido doentia e violenta pode provocar.

É, por assim dizer, a libertação da sexualidade, o passo além que não foi dado no século 20 por fronteiras semânticas edificadas pelo poder macho e branco.

Essa revolução já está presente na própria linguagem, na própria gramática – e, por isso, não tem volta.

Salve o Dia Internacional do Orgulho LGBT+!

Aqui, nós temos amor, sentido e um infinito a ser explorado.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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