Opinião

Sem paranoia, passando pra lembrar de Marielle, Adriano, Queiroz…

A repercussão na mídia sobre a pandemia tem contribuído com o esquecimento de fatos que assustam o Planalto, como o assassinato de Marielle; a suposta queima de arquivo do miliciano Adriano; o silêncio de Fabrício Queiroz; os inúmeros e recorrentes crimes de responsabilidade do Presidente e a discussão sobre o pedido de seu impeachment

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O Ministério da Saúde anunciou na segunda-feira, dia 16, que havia identificado cinco casos de transmissão comunitária de um novo coronavírus no Distrito Federal.

O Secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, foi à coletiva de imprensa e negou essa informação. Segundo o Secretário os registros no DF são de pessoas que vieram do exterior. Justificou o recuo como “dificuldade de comunicação na passagem dos dados”.

O Presidente da República com teste positivo para COVID-19, saiu da quarentena e foi ao encontro de manifestantes favoráveis ao AI-5. Aproximou-se de seus fãs fanáticos, apertou suas mãos e segurou seus celulares.

Após essas fanfarrices irresponsáveis, foi duramente humilhado por um imigrante haitiano quando dava entrevista. O homem disse a ele: “Bolsonaro acabou, você não é presidente mais”. Como se diz na gíria, Bolsonaro tinha que pegar a viola e enfiar no saco.

A repercussão na mídia sobre a pandemia, tem contribuído com o esquecimento de fatos que assustam o Planalto, como o insolúvel assassinato de Marielle que completou dois anos; a suposta queima de arquivo do miliciano Adriano; o silêncio de Fabrício Queiroz, funcionário e amigo do clã, e seu envolvimento nos esquemas das rachadinhas; os inúmeros e recorrentes crimes de responsabilidade do Presidente e a discussão sobre o pedido de seu impeachment.

A onda viral também abafa a estagnação econômica e a recessão que se anuncia e serve de palanque para candidaturas de governadores à presidência.

É preciso ouvir os especialistas e proceder de forma correta para evitar o contágio e difusão do vírus, mas sem paranoia, porque temos coisas mais graves e urgentes para tratar.

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Cortes 247

Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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