Opinião

O brasileiro tem que ser estudado

Tem que se ser estudado o cidadão que, amparado pelas Leis que garantem seus direitos, ir para a rua pela retirada desses direitos; O cidadão que depende da aposentadoria para quando estiver velho e cansado, ir para a rua engrossar o coro por uma reforma previdenciária perversa

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O brasileiro é o único povo que vai às ruas, depois de mais de quinhentos anos de escravidão física e moral, se manifestar contra o único governo que criou políticas públicas de reorganização das bases da convivência social.

Tem que se ser estudado o cidadão que, amparado pelas Leis que garantem seus direitos, ir para a rua pela retirada desses direitos; O cidadão que depende da aposentadoria para quando estiver velho e cansado, ir para a rua engrossar o coro por uma reforma previdenciária perversa.

O brasileiro tem que ser estudado para que a sociologia entenda o porquê de um povo apoiar um presidente que se relaciona com milicianos, que reduz radares das rodovias federais fazendo aumentar os acidentes com vítimas fatais;

Que ignora a violência contra o meio ambiente, contra o desmatamento e incêndios na Amazônia, contra o derramamento de óleo na costa nordestina, ignora e incentiva o aumento de agrotóxicos envenenando sua comida.

O brasileiro tem que ser estudado para que se entenda seu apoio por quem ataca a cultura, por quem destruiu programas como o Mais Médicos, que manteve a PEC do teto dos gastos prejudicando a saúde e a educação.

Tem que ser estudado para saber como consegue apoiar um presidente que trouxe desconfiança internacional e riscos à nossa soberania; Que trata indígenas e quilombolas com desprezo, LGBT’s com preconceito, que usa sua habitual incontinência verbal para atacar as mulheres.

Esse tipo de brasileiro tem que ser estudado, dissecado e mumificado para que os antropólogos ensinem seu comportamento, psicologia, hábitos e costumes.

Se não for assim, as crianças terão dificuldade em entender o porquê, de alguns de seus antepassados, saírem às ruas pelo direito de ficarem doentes.

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Cortes 247

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