Opinião

Fora Trump!

A verdade é que o próprio Donald Trump está preparando o golpe quando propõe adiamento das eleições de novembro justificando que o voto por correio pode ser facilmente fraudado

Pesquisa de intenção de voto mostra o candidato do partido Democrata, Joe Biden, à frente de Donald Trump do partido Republicano, com uma diferença de oito pontos percentuais. A pesquisa ainda aponta que dezesseis por cento dos estadunidenses estão indecisos. 

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Estados Unidos pediu que a família Bolsonaro fique de fora das eleições norte-americanas de novembro.  

Pedido estranho, a família Bolsonaro não tem nada a acrescentar a nenhum deles a não ser como conseguir uma dívida de 100% do PIB. E, mesmo que o Brasil aceite ser bucha numa guerra contra a Venezuela para beneficiar Trump, a Comissão não tem que se intrometer.  

Será que a Comissão teme que as Forças militares brasileiras façam como os EUA costumam fazer nos países latinos americanos, e deem um golpe de Estado, anulem as eleições e garantam que Trump governe por mais um período?  

A verdade é que o próprio Donald Trump está preparando o golpe quando propõe adiamento das eleições de novembro justificando que o voto por correio pode ser facilmente fraudado.  

O voto por correio é uma das principais mudanças adotadas por alguns Estados para manter a eleição e sua data sem colocar em risco a saúde da população, sendo extremamente seguro.

Se o adiamento se concretizar, seria a primeira vez que isso aconteceria na história dos Estados Unidos. Nem a epidemia de gripe espanhola de 1918, nem a guerra civil, nos anos 1860, foram capazes de alterar mudança na data. 

Caso Donald Trump saia derrotado das eleições, o presidente brasileiro ficará isolado na sua jornada fascista, porque Trump funciona como o irmão mais velho que Bolsonaro usa para intimidar aqueles com quem não consegue medir forças. 

A suposta amizade de Trump com o clã Bolsonaro é um troféu que a família exibe para uma plateia de alienados bolsonaristas ricos e pobres, que ainda não perceberam a nulidade irrefutável do minúsculo capitão cloroquina. 

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Cortes 247

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