Opinião

Laconismos e ligeirices

O Brasil está ficando mais incompreensível que uma letra do Djavan

– O fim pode não estar próximo, mas já esteve bem mais distante.

– Filantropo é um milionário com sentimento de culpa.

– Estão tentando extinguir a pobreza, mas desse jeito vão acabar extinguindo os pobres.

– Não adianta: mesmo quem cedo madruga está indo à falência.

– Século XXI: se correr o vírus pega, se ficar o terrorismo come.

– Deus fez o mundo em sete dias. E não precisou de reeleição.

– Estava mais desempregado que uma pomba da paz.

– Deus existe, quem não existe é a classe média. 

– Só se vive uma vez. Isso se você for da elite.

– O Brasil é o país falido com a melhor balança comercial do mundo.

– Certos humoristas de TV conseguiram a façanha de transformar o riso numa coisa risível.

– Quem disse que só o Primeiro Mundo tem super-heróis? E o Super Faturamento aqui no Brasil, é o quê? 

– As aparências por aqui não só enganam como levam a carteira. 

– Miles Davis não pegou no Brasil porque não se chamava Kilometer Davis.

– Não é nostalgia, mas sinto saudades do tempo em que a música era pra ser ouvida e não vista.  

– O Brasil está ficando mais incompreensível que uma letra do Djavan.

– Com a quantidade de panelinhas que possui o Brasil tem tudo pra ser uma potência gastronômica.

– Com a nova economia, o brasileiro deixou de ser um pobre coitado e virou um coitado pobre.

– Canalha, que é canalha, só sente dor na consciência quando é fiel. 

– Só o humor destrói.

– Atrás de uma bola há sempre uma criança cujo pai está de olho pra ver se ele vira um Neymar.

– Já notou que o Produto Nacional Bruto anda cada vez mais mal-educado?

– Morrer: parar de pagar contas.

– O stand-up brasileiro só não é o estilo mais rasteiro de humor porque se conta a piada de pé.

– Todo mundo se pergunta sobre o sentido da vida. Mas ninguém se pergunta sobre o sentido de um esquizofrênico na presidência da república.

– O mais curioso de tudo é que o Brasil não tem abalos sísmicos, mas, mesmo assim, é uma tragédia.

– A burrice é universal, agora a burrice feliz e risonha é tipicamente nacional.

– Morre a ditadura, fica a sinecura.

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Cortes 247

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