O Brasil vive uma emergência sanitária no segundo pior momento da pandemia. A falta de planejamento de gestão sobre os protocolos da vacinação, a falta de coordenação, o atraso na compra das vacinas, as falhas no abastecimento, na importação e no envio aos estados, estarão sendo investigados pela CPI da Covid.
Faltou ainda vontade política e incapacidade administrativa para gerir as questões sobre logística, oxigênio e sedação, que foram responsáveis pelo drama de quem ficou amarrado em uma cama, morrendo com a sensação de estar se afogando no seco.
As investigações devem começar por Manaus que foi uma prévia do que viria. É preciso entender a falta de oxigênio que causou a asfixia nos hospitais, já que havia recursos nos fundos de saúde.
A CPI vai servir para que o governo, tardiamente, sinta-se na obrigação de ser minimamente competente para realizar as ações firmes e assertivas, no cumprimento dos protocolos necessários para que a pandemia seja aplacada.
A maioria dos membros que comporão a CPI são de opositores ao governo, o que pode encaminhar, apurando-se as responsabilidades e crimes, para o aceleramento de um processo de impeachment na Câmara.
Jair Bolsonaro não tem como se esconder, nem fugir do peso e da culpa de carregar nos ombros milhares de mortes que poderiam ter sidos evitadas não fosse sua lastimável gestão, seu descaso com a vida, seu prazer irônico e mórbido diante da dor de milhares de famílias.
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