Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia
Não é correto afirmar que a maioria das intenções de voto hoje em Alckmin migra para França quando Alckmin sai da disputa.
A primeira pesquisa a governador deste ano, a da Ipesp, com todos os candidatos no jogo, mostra Alckmin 20%, Haddad 20%, França 12%, Boulos 10% e Tarcísio 7%.
Sem Alckmin, Haddad vai a 28%, ganha oito pontos percentuais; França vai a 18%, somando seis pontos percentuais e Tarcísio cresce três pontos percentuais, indo a 10%.
Quem ganha mais sem Alckmin é o candidato do PT (Haddad) e não o do PSB (França).
Mas a informação mais relevante da pesquisa é a que revela o que acontece quando França não é candidato.
Haddad chega a 33% – cresce cinco pontos percentuais – mas quem cresce mais é Tarcísio que, com seis pontos percentuais a mais, vai a 16%, o que lhe garante vaga no segundo turno.
A permanência de França impede, portanto, a ascensão do candidato de Bolsonaro.
E um segundo turno sanguinário entre petistas e bolsonaristas.
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